Saúde

PILATES NA 3ª IDADE

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Melhora função cognitiva

Estima-se que 10 a 20% dos adultos com 65 anos ou mais tenham comprometimento cognitivo leve 

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Um estudo publicado no International Journal of Environmental Research and Public Health apontou que um programa de 12 semanas de Pilates melhora a fluência verbal, a função executiva, força da parte inferior do corpo e flexibilidade funcional em mulheres com 60 anos ou mais. 

Essa é uma ótima notícia frente ao envelhecimento populacional, já que pessoas com mais de 60 anos de idade representam 11% da população global – porcentagem que deve aumentar para 22% até 2050. O envelhecimento populacional representa desafios significativos para os sistemas de saúde em todo o mundo nas próximas décadas. 

 Felizmente, mudanças no estilo de vida, como a realização de aulas de Pilates, por exemplo, podem melhorar também a saúde do cérebro, o que reduz o risco de desenvolver declínios cognitivos leves ou a doença de Alzheimer, uma das formas mais graves de demência. 

 Para Walkíria Brunetti, fisioterapeuta e especialista em Pilates, o estudo é um indicativo de que manter o corpo ativo também contribui para uma mente mais saudável. 

 “Os benefícios do Pilates para a saúde física são bem conhecidos e documentados, por meio de diversos estudos ao redor do mundo. Nos últimos anos, percebemos que os pesquisadores estão interessados também em compreender como o Pilates atua no cérebro”, comenta. 

 O envelhecimento cognitivo é um aspecto crucial do envelhecimento. Problemas de memória, são muitos comuns em quem tem mais de 60. Perder chaves, esquecer objetos em lugares públicos, deixar a boca do fogão acesa e perder a fluência verbal. Esses são alguns exemplos do que pode ocorrer com o declínio cognitivo. 

 “A baixa função cognitiva e o declínio cognitivo têm sido associados à diminuição da capacidade funcional em relação às atividades da vida diária, bem como reduz a qualidade de vida na 3a idade. Portanto, quanto mais recursos estiverem disponíveis para retardar ou prevenir o declínio cognitivo, melhor”, reflete Walkíria. 

 

Malhando o cérebro 

O exercício físico desempenha um papel fundamental na proteção contra o declínio cognitivo, pois leva a mudanças estruturais e funcionais no cérebro que proporcionam benefícios biológicos e psicológicos consideráveis. 

 De acordo com os pesquisadores desse estudo, o exercício físico tem efeitos neuroprotetores e neuroplásticos nas estruturas cerebrais. Além disso, os movimentos do Pilates enfatizam a coordenação dos movimentos do corpo e da respiração rítmica, bem como a conexão entre o corpo e a mente. 

 Assim, as características do Pilates estão associadas ao aumento dos volumes do hipocampo e à estimulação dos lobos frontais – aspectos que desempenham um papel importante na preservação das funções cognitivas estudadas. 

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Pilates para todos 

“O Pilates é uma combinação de exercícios de força, flexibilidade e equilíbrio. Tem como foco a estabilização lombo-pélvica, com a ativação dos músculos profundos do tronco, e busca uma conexão completa do corpo e da mente. O método não se limita a nenhuma faixa etária e, na verdade, tem sido amplamente recomendado para idosos, pois é um exercício de baixo impacto”, diz Walkíria. 

Outro benefício do Pilates feito em aparelhos, chamado de Pilates Studio, é que é pode ser feito individualmente. O que nesse momento, da pandemia, é uma vantagem para os idosos, que estão no grupo de risco e precisam manter  o distanciamento social. 

 

Matéria publicada no Guia da 3ª Idade nº 51