Saúde

MAU HÁLITO

Pixabay_Mudassar Iqbal
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Procedimentos para diagnosticar e tratar

A halitose traz impactos de ordem social para a pessoa

 

O mau hálito ou halitose não é uma doença, mas um sinal de que algo não vai bem no organismo.

O problema é mais comum do que se imagina, atingindo aproximadamente 40% da população. No entanto, as pessoas que têm mau hálito constante, por fadiga olfatória, não o percebem. Também é muito comum as pessoas próximas ficarem constrangidas em informá-lo ao portador.

“As células nasais se acostumam com o cheiro constante de tal forma que fica impossível para a própria pessoa fazer o diagnóstico”, explica Mário Sérgio Giorgi, membro da Câmara Técnica de Dentística do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP). É   empecilho ao criar  restrição social, provocando alterações de comportamento, insegurança ao se aproximar das pessoas, tristeza profunda, dificuldade em estabelecer relações

A saburra lingual (língua suja), a gengivite (inflamação na gengiva) e a periodontite (doença que compromete as estruturas de suporte dos dentes) são algumas das principais causas de halitose. Outro fator é o estresse. “Por conta do estresse, o indivíduo pode apresentar pouca ou nenhuma produção de saliva e isso aumenta a saburra ou placa bacteriana em cima da língua, provocando um odor desagradável”.

A boa notícia é que o problema tem cura, com a correta avaliação do cirurgião-dentista especialmente habilitado em halitose.  “A terapia da halitose deve ser determinada de acordo com as necessidades individuais. O cirurgião-dentista  valoriza e compreende a importância do aspecto emocional no que concerne às suas manifestações e interferências no sistema bucal do paciente que apresenta halitose”,  concluí Mario Sergio Giorgi.

 

Campanha

A Associação Brasileira de Halitose (ABHA) iniciou a Campanha Nacional de Combate ao Mau Hálito que se estenderá até o dia 25/10, data em que se celebra o Dia Nacional do Cirurgião-dentista. Com o mote “Mau Hálito: quem avisa amigo é”, a iniciativa reforça a importância de avisar ao portador de halitose do problema para que ele possa buscar ajuda.

Informações: www.crosp.org.br

 

Matéria publicada no Guia da 3ª Idade nº 50