Saúde

Olho Seco: idade avançada é um dos fatores de risco

© pixabay/lumapoche
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Embora seja uma doença multifatorial, podendo acometer qualquer pessoa – de 5% a 50% da população mundial*, a incidência de Olho Seco é maior em alguns grupos, como em pessoas com mais de 40 anos, já que com o passar do tempo a produção de lágrimas diminuem e as células que produzem seus componentes também envelhecem. No caso das mulheres mais velhas, essa condição se torna mais frequente em razão da menopausa, devido a mudanças hormonais.

Uma série de sintomas podem resultar dessa diminuição da produção de lágrimas pelo organismo, entre eles irritação nos olhos, vermelhidão, queimação, coceira, ardência, sensação de areia nos olhos, lacrimejamento, desconforto e olhos cansados. A condição também pode provocar visão turva e embaçada.

E para aliviar esses sintomas recomendam-se, além de algumas orientações clínicas, o uso de lágrimas artificiais, como o Systane© UL, que ajudam a diminuir o desconforto associado à doença. Eles atuam na reposição da lágrima, oferecendo melhora da lubrificação, proporcionando conforto, protegendo, preservando e melhorando a superfície do olho. A higiene diária de pálpebras e cílios também é fundamental para evitar o acúmulo de sujeira.

*TFOS DEWS II Epidemiology Report.

Entrevista

Dra. Mônica Alves, Doutora e pesquisadora de Oftalmologia e Otorrinolaringologia da Universidade Estadual de Campinas – Unicamp.

Qual é a relação do Olho seco com o envelhecimento?

O envelhecimento é um fator de risco para o Olho Seco. Para que a superfície dos olhos fique nutridas, para que tenhamos uma visão de qualidade e conforto nos olhos, é necessário que a lágrima tenha todos os seus componentes sendo adequadamente produzidos. Esses componentes, principalmente a fração aquosa (água), o muco e a camada lipídica (oleosa), são produzidos por glândulas que sofrem com os processos degenerativos do envelhecimento. Então, a medida que envelhecemos, vamos deixando de produzir a mesma quantidade e qualidade de lágrima, ou seja, o volume vai diminuindo e a qualidade da composição da lágrima também se altera.

Outro aspecto importante mencionar é que, quando envelhecemos, há um aumento da prevalência de outras doenças que também estão associadas ao Olho Seco. No caso das mulheres, por exemplo, temos a menopausa, cujas alterações hormonais afetam também a composição das lágrimas, causando, consequentemente, o Olho Seco. Outras doenças sistêmicas como diabetes, doenças autoimunes, também começam a surgir nessa fase, quando há ainda um aumento do uso de algumas medicações como os ansiolíticos, antidepressivos, diuréticos e antialérgicos, todos considerados fatores de risco para Olho Seco.

A incidência de outras doenças oculares, como o glaucoma, também aumenta com a idade. E quando o paciente pinga muito colírio no olho ele pode sofrer com os efeitos tóxicos dessas medicações de uso crônico, que também contribuem para o Olho Seco.

Por isso não apenas o envelhecimento em si é um fator de risco para o Olho Seco, mas também outras condições que vão ficando mais prevalentes à medida que a gente envelhece.

Como tratar o Olho Seco?

Para tratar o Olho Seco nessa fase da vida em que estamos com a idade mais avançada, é muito importante tratar e acompanhar de forma adequada todas as doenças que possam estar associadas.

Mas vale lembrar que também é preciso se atentar para os fatores ambientais que causam e pioram o Olho Seco. Nossos olhos são expostos continuamente a ambientes hostis que podem interferir na qualidade da nossa lágrima.

Podemos citar como exemplo ar condicionado, tempo muito seco, ambientes com baixa umidade, vento, ventilador, tudo isso faz com que a lágrima evapore mais rápido, causando irritação e olhos secos.  Por isso é necessário cuidar de todos esses aspectos.

O principal tratamento é lubrificar os olhos. Precisamos repor a lágrima que não está sendo produzida de forma adequada ou que está evaporando muito em razão de fatores ambientais.

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