Cora Coragem, Cora Poesia

Editora: Global Editora

Autor: Vivência Brêtas Tahan

Páginas: 240 páginas


O que mais impressiona em Cora Coralina é o equilíbrio entre a sua vida e a sua obra. Mulher de aparência frágil, levando trancos e barrancos violentos do destino, soube extrair de suas experiências uma sabedoria agridoce, mais doce do que amarga, simples, um tanto maliciosa e irônica, uma espécie de súmula viva da sabedoria popular, tão forte em seus poemas.

Muitas de suas experiências pessoais foram narradas em versos autobiográficos, contando  sobretudo os sofrimentos e decepções da infância, o desamparo da menina, um certo complexo de inferioridade e um duro sentimento de rejeição. Mas, faltava um retrato integral, um roteiro completo de sua vida, ordenado e contado por um biógrafo que reunisse a dupla condição de conhecer a fundo a vida de Cora Coralina e de saber como narrá-la.

A tarefa encontrou seu operário dedicado e exato em Vicência Brêtas Tahan, a autora de Cora Coragem, Cora Poesia, filha caçula da poeta. Como a mãe, Vicência escreve com extrema simplicidade, em estilo quase de conversa familiar, direto, saboroso. A biografia romanceada, forma preferida por Vicência, lhe permite adotar as liberdades de criação, peculiar à ficção, sem trair a fidelidade aos fatos, aumentando o interesse e a comunicação com o leitor.

A vida narrada como uma

novela, tão do agrado

do leitor brasileiro.

Assim, os episódios são vistos com um certo distanciamento, mas recriados com ternura, muito típica da autora, que se revela sobretudo nos momentos mais difíceis da vida da biografada, como a sua fuga de casa com um homem separado da esposa, a sua integração numa sociedade muito diferente da goiana, onde logo circula a sua condição de mulher não casada, um fato terrível naquelas primeiras décadas do século XX, a sua aceitação pela sociedade, numa espécie de metáfora da própria vida de Cora, uma história de superação.

 

“Minha querida amiga Cora Coralina:

Seu Vintém de Cobre é, para mim, moeda de ouro, e de um ouro que não sofre as oscilações do mercado. É poesia das mais diretas e comunicativas que já tenho lido e amado. Que riqueza de experiência humana, que sensibilidade especial e que lirismo identificado com as fontes da vida! Aninha (*) hoje não nos pertence. É patrimônio de nós todos, que nascemos no Brasil e amamos a poesia (…)”

 

Carlos Drummond de Andrade

 

(*) Cora Coralina é o pseudônimo de  Anna Lins dos Guimarães Peixoto Bretas.

 

“Prezada amiga,

dos doces posso dizer que são sublimes e divinos e ainda digo pouco. Da gentileza de enviá-los, nada posso dizer, faltam-me as palavras para agradecer tanta civilização. A senhora é uma artista, admirável em sua arte, a mais nobre das artes, a da culinária.

Ao demais, sinto-me feliz de contar com mais uma amiga em Goiás – eu e minha mulher, Zélia.

Receba um beijo dela e outro afetuoso de Jorge Amado

Sobre o autor

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