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Glaucoma: incidência no Brasil

© Pixabay/TobiasD
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A estimativa é de que 3% da população brasileira acima de 40 anos tenha glaucoma. Uma doença silenciosa e assintomática. 

Pesquisa mostra que 50% dos pacientes que já têm glaucoma desconhecem que têm a doença.

Por ser assintomática, muitos pacientes demoram a ter o diagnostico ou negligenciam o tratamento (uso de colírios). A baixa adesão ao tratamento é uma das principais causas para a progressão da doença.

O glaucoma é a maior causa de cegueira irreversível do mundo.

Dados do SUS mostram que, anualmente, são feitos 2,2 milhões de atendimentos de pacientes com glaucoma na Rede Pública.

© pixabay
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Diagnóstico

O diagnóstico é feito por meio de exame oftalmológico. Para evitar consequências mais graves da doença, é necessário um diagnóstico precoce, que possibilita o tratamento na fase inicial, quando ainda não surgiram os danos à visão do paciente.

O glaucoma pode surgir em qualquer idade, pode ser congênito, mas o mais frequente é o glaucoma do adulto.

A partir dos 40-50 anos de idade, é importante que as pessoas estejam atentas e façam o exame oftalmológico periodicamente. A partir dos 60 anos, isso se torna imprescindível.

Tratamento

* O tratamento inclui o uso de medicamentos (colírios), procedimentos a laser ou cirurgia.

No Brasil, o tratamento do glaucoma é fornecido pelo SUS há cerca de 10 anos.

Fatores de risco

 – Histórico familiar – ter um parente de primeiro grau com glaucoma aumenta em até 10 vezes o risco de desenvolver a doença.

– Pressão intraocular elevada (só medida em consulta medica)

– Idade avançada

– Ter miopia, principalmente em grau elevado

Na Semana Nacional de Combate ao Glaucoma, a Sociedade Brasileira de Glaucoma lançou um manual inédito das diretrizes para tratamento e diagnóstico de glaucoma no país. Monumentos históricos foram iluminados de verde neste movimento de alerta sobre o glaucoma

A Sociedade Brasileira de Glaucoma lançou o manual com as diretrizes para orientar os oftalmologistas sobre o uso de recursos para diagnostico desta doença que afeta cerca de 2 milhões de pessoas no Brasil. O manual poderá ser utilizado pelos médicos que vão padronizar os procedimentos para diagnósticos e tratamento da doença. Este material também servirá de parâmetro para as agências reguladoras de saúde e na liberação de tratamentos e procedimentos médicos no âmbito privado e público.

A presidente da Sociedade Brasileira de Glaucoma, dra. Wilma Lelis Barboza, alerta para a importância de um padrão no atendimento aos pacientes com glaucoma em todo o território nacional: “Com este manual médicos, pacientes e sociedade ganham numa visão do que é a enfermidade e como ela deve ser corretamente tratada”.

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