Saúde

Glaucoma: doença silenciosa pode levar à cegueira definitiva

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1. Provocado pelo aumento da pressão ocular

na maioria dos casos, glaucoma pode ser controlado, sem sequelas, com diagnóstico precoce

2. Segunda doença que mais cega no mundo

atinge mais de um milhão de pessoas no Brasil

3. Especialista do H.Olhos

mostra que o diagnóstico pode ser complexo e exige avaliação de cada caso

O Dia Nacional de Combate ao Glaucoma foi criado para chamar a atenção para uma doença silenciosa, quase sempre indolor e com grande capacidade de levar à cegueira total e irreversível. Causado pelo aumento gradual da pressão ocular, provoca lesões no nervo óptico e, aos poucos, compromete a capacidade visual.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), 60 milhões de pessoas possuem glaucoma, mas apenas 50% delas sabem, pois é imperceptível na maioria das vezes. A estimativa é que este número chegue a 80 milhões em 2020. É a segunda doença que mais cega no mundo, atrás apenas da catarata. No Brasil, acomete cerca de 2% da população, chegando a mais de um milhão de pessoas.

“Além de levar informação e conhecimento à população, o Dia Nacional de Combate ao Glaucoma existe para alertar sobre a importância de fazer consultas periódicas com um oftalmologista”, lembra o Dr. Garone Lopes Filho, especialista em glaucoma do  Hospital de Olhos Paulista. “Por se tratar de uma patologia silenciosa, é praticamente impossível descobrir sua existência precocemente sem a avaliação de um médico. Quanto antes for identificada, maiores são as chances de sucesso com o tratamento.”

Olhando por um tubo fino

O  Dr. Garone explica  que,  na maioria dos casos, os pacientes não sentem dor, perda de visão ou qualquer outro sintoma. Inicialmente, o glaucoma ataca a visão periférica, criando a sensação de estar olhando por um tubo fino. Gradativamente, a visão central começa a ser atingida, levando à cegueira total e definitiva. “A pessoa não perde a visão exatamente do ponto para onde fixa ou olha diretamente, mas das laterais e aos poucos, tornando-se mais difícil perceber que há um sério problema em curso.”

© pixabay/Vectors
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O especialista diz que existem três tipos de glaucoma. O mais comum é o primário de ângulo aberto. Responsável por 85% dos casos, é precisamente o que ataca de forma silenciosa.

O glaucoma primário de ângulo fechado costuma provocar dor ocular ou na cabeça, vista embaçada e olho vermelho desde o início, pois a pressão intraocular alcança rapidamente níveis muito elevados.

A forma menos comum e conhecida da doença é a congênita, incidente em recém-nascidos e crianças pequenas. É um tipo agressivo, que causa aumento significativo do globo ocular, lacrimejamento, sensibilidade à claridade e perda do brilho nos olhos. Geralmente, requer tratamento cirúrgico e acompanhamento periódico.

“O glaucoma é mais frequente em pessoas acima de 40 anos, negros e míopes. Pacientes com ascendência asiática e usuários de medicamentos como cortisona também estão predispostos a desenvolver certos subtipos específicos da doença. É importante observar o histórico familiar, pois cerca de 6% das pessoas que enfrentam o problema já tiveram um caso na família”, esclarece.

Tratamento e controle

Para o tratamento, são receitados colírios para baixar a pressão ocular e evitar a lesão no nervo óptico, a responsável pela perda da visão. A indicação depende do tipo do glaucoma e, muitas vezes, é necessário o uso de mais de um medicamento. Dependendo do caso, é possível empregar outros procedimentos, como laser ou cirurgia.

“O glaucoma é complexo, e para indicar o melhor tratamento é preciso ponderar diversos fatores no paciente. Por isso, é indispensável a avaliação individual, feita pelo oftalmologista, para definir o método mais adequado. É importante frisar que a pressão ocular não está relacionada à pressão sanguínea, uma associação comum, porém incorreta”, ressalta o médico.

Grupo H.Olhos – Formado pelas duas unidades H.Olhos – Hospital de Olhos e pela CERPO Oftalmologia, há 35 anos  promove assistência hospitalar especializada e é referência na prestação de serviços oftalmológicos.

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