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Doenças Neurodegenerativa: a eficiência do corpo humano é eterno alvo de pesquisas

© pixabay / ElisaRiva
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Da mesma forma são alvo de pesquisa ininterrupta os inúmeros comprometimentos que nosso organismo sofre com o passar dos anos. 

As doenças neurodegenerativas são aquelas que exigem mais esforços dos estudiosos para serem compreendidas.

O neurologista Marcio Balthazar, coordenador do Departamento Científico de Neurologia Cognitiva e do Envelhecimento da Academia Brasileira de Neurologia (ABN) explica  que, atualmente, as mais prevalentes são Doença de Alzheimer, de Parkinson e a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA).

A doença de Alzheimer é uma demência caracterizada pela alteração de funções cognitivas como perda de memória e raciocínio, associada à morte dos neurônios. Com o tempo, pode causar grande impacto na rotina do paciente, que passa a não conseguir realizar algumas tarefas simples do dia a dia.

Já a doença de Parkinson, como explica o dr. Balthazar, traz principalmente problemas motores. Provoca tremores, rigidez e  alentecimento motor, acarretando problemas de locomoção.

“Em geral, a doença se manifesta de maneira assimétrica, onde um lado é mais afetado do que o outro e assim vai progredindo lentamente.” Ao longo dos anos, a doença de Parkinson também pode provocar comprometimento cognitivo e sintomas comportamentais, como depressão, por exemplo.

© pixabay / VSRao
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A ELA também é considerada uma patologia motora. Afeta os principais neurônios motores, causando a combinação de atrofia dos músculos com lesões, até perda de massa cerebral. Entre os sintomas estão a perda de força, reflexos exagerados e dificuldade de deglutição.

A causa dessas doenças ainda não está plenamente dominada, mas, conforme a neurologista  Jerusa Smid, secretária do Departamento Científico de Neurologia Cognitiva e do Comportamento da ABN, há evidências de que algumas são causadas pelo depósito de proteínas malformadas nos neurônios, levando-as a morte. Por isso essas doenças estão classificadas no grupo de proteinopatia.

Nenhuma tem cura, já que não existe medicamento que breque o processo degenerativo. O que já temos são tratamentos que podem influenciar os neurotransmissores e retardar a evolução.

“Para a doença de Parkinson, por exemplo, há diversos medicamentos que servem para melhorar o metabolismo da dopamina, pois os portadores apresentam grave diminuição na produção dessa substância”, comenta o dr.  Balthazar.

Além disso, não existem métodos de prevenção eficazes e de comprovação científica.  “Estilo de vida mais saudável, com atividade física regular, controle adequado de fatores de risco cardiovasculares como pressão alta, diabetes e dislipidemia podem diminuir o risco de adquirir uma dessas doenças”, conclui ele.

“Por meio de uma análise populacional é possível estimar o quanto a alimentação pode influenciar, mas não é uma determinante”, explica a dra. Jerusa Smid.

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