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A longevidade impõe desafios entre o que fazer – ou continuar fazendo – depois da aposentadoria

© pixabay/nattanan23
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O trabalho tem um papel muito importante na vida do ser humano. A gente trabalha por dinheiro, mas também para provocar impacto no organismo social, para que eu me sinta uma pessoa reconhecida.

Alexandre Pellaes, da Ex-Boss, empresa dedicada ao desenvolvimento de profissionais e à pesquisa do futuro do trabalho em reportagem de Edson Aran na Folha de S. Paulo (18/8/2018): “Esqueça crachá e carteira de trabalho: agora é tudo “volátil, incerto, complexo e ambíguo”

A Confedereção Nacional de Diretores Lojistas (CNDL) e o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) realizaram um levantamento nas capitais brasileiras que  “refletem um novo cenário com o aumento da expectativa de vida no Brasil. Percebe-se, muitas vezes, que os idosos não se prepararam para este momento e os ganhos com a aposentadoria acabam não sendo suficientes para manter o padrão de vida desejado. Mas já enxergamos uma mudança na visão de grande parte dessas pessoas, que começam a encontrar um sentido especial no trabalho por se sentirem mais produtivos e independentes”, avalia Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil.

“Planejar a aposentadoria pensando apenas na renda que virá com o INSS é arriscado no contexto econômico atual do país, especialmente porque as regras da previdência social podem mudar a qualquer momento. Além disso, o valor médio do benefício concedido raramente é suficiente para dar cobrir despesas que não estavam previstas, gastos com remédios e plano de saúde, por exemplo. O recomendável é complementar os ganhos da previdência com um plano privado ou outro tipo de reserva. E quanto mais cedo, melhor”, orienta o educador financeiro do SPC Brasil e do portal “Meu Bolso Feliz”, José Vignoli.

Foram entrevistados 612 consumidores com idade acima de 60 anos de ambos os gêneros e de todas as classes sociais, nas 27 capitais brasileiras.

https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas

70%

7 em cada 10 idosos estão aposentados. Desse total:

21% continuam trabalhando.

Entre as principais razões:

47%  renda não ser suficiente para pagar as  contas

48% trabalham para se sentirem produtivos

46% buscam manterem a mente ocupada

43% reconhecem que tiveram dificuldades para conseguir uma oportunidade

30% por preconceito com a idade avançada

57% afirmam não ter tidos problemas para conseguir trabalho

61% (mais da metade) não soube definir ao certo até que idade pretendem continuar trabalhando

74 anos  é a média  para os que sinalizaram ter uma perspectiva em mente

76% encaram o trabalho de forma positiva nessa fase da vida (apesar da questão  financeira ser um ponto relevante para aqueles que optam por não parar)

30% sente satisfação por estar trabalhando e poder produzir

20% tem orgulho de manter sua independência

18%  disseram gostar do que fazem  (e ainda possuem muitos projetos a serem realizados)

91%

9 em cada 10 idosos  contribuem com o orçamento familiar (boa parte dos lares conta com a  renda de familiares acima dos 60 anos)

43% são os principais responsáveis pelo sustento da casa (a média de idade foi 27 anos) ainda assim

34% recebem algum tipo de custeio esse percentual cresce para

40% entre as mulheres vindo principalmente de pensão por falecimento do cônjuge 15% ou de familiares 15%

Preparação para a aposentadoria

Falta de conscientização sobre a necessidade de pensar no futuro

Entre os que se planejaram para esta fase da vida:

3 em cada 10

32% admitem nunca  ter guardado dinheiro exclusivamente para esta finalidade

25% não lembram quando começaram a fazer uma reserva

47% se preparou (ou ainda se prepara) para a aposentadoria por meios da contribuição ao INSS

34% realizam (ou realizaram) algum tipo de investimento

Entre esses:

43% são homens e

49% estão nas classes A e B

Desse total:

13% dos recursos foram aplicados em poupança

9% em previdência privada da empresa onde trabalhou e

7% destinados a outros investimentos (fundos, ações, CDBs, Tesouro Direto, Renda Fixa)

7% investe em previdência privada paga por conta própria

6% em imóveis

(considerados apenas imóveis tratados como investimento e não moradia) Entre os que sinalizaram ter se preparado,

25% atribuem ao seu perfil mais precavido

21% dizem que se espelham em exemplos próximos de pessoas que não se prepararam e tiveram problemas financeiros para a aposentadoria

17% seguem orientação de familiares e amigos

Entre aqueles que não se prepararam, os principais  fatores são:

29%  falta de renda

25%  falta sobra de renda no orçamento

Sobre o autor

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