Saúde

5 temas para uma longevidade saudável

© sunemotion/Björn Robert Schmechel
© sunemotion/Björn Robert Schmechel

Vivendo mais e melhor

1 – Visão

2 – Obesidade

3 – Trombose

4 – Sono

5 – Alzheimer

1 – Coçar os olhos pode levar ao afastamento da margem das pálpebras

Quem nunca coçou os olhos, levante a mão! Pode até ser reconfortante, mas esse hábito é um perigo para a saúde dos olhos. Um dos problemas que essa mania pode causar é oectrópio, que se caracteriza pelo afastamento da margem palpebral de sua posição anatômica correta. É como se a pálpebra virasse para fora.

A dra. Tatiana Nahas, oftalmologista, especialista em cirurgia de pálpebras e Chefe do Serviço de Plástica Ocular da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo explica que o ectrópio atinge mais as pálpebras inferiores, deixando o globo ocular desprotegido. “O ectrópio pode causar secura, vermelhidão, sensação de ter areia nos olhos, lacrimejamento constante e inflamação na córnea (ceratite). Nos casos mais graves, o ectrópio pode causar lesões importantes na córnea, como ulceração e perda permanente da visão”.

“O ectrópio cicatricial acontece devido a processos de cicatrização ou de contração dos tecidos subjacentes à pálpebra, como resultado de cirurgias, inflamação ou queimadura. A exposição crônica ao sol também pode levar a essas mudanças. Por último, há o ectrópio mecânico, que pode ser causado por um tumor, inchaço da pálpebra inferior ou ainda hérnia formada de gordura. Nessas situações, o peso acaba puxando a pálpebra inferior para fora e para baixo”, explica Dra. Tatiana.

Por que as pálpebras podem virar para fora?

Embora coçar os olhos possa levar ao ectrópio, há diversas outras causas. Uma delas é o envelhecimento. O ectrópio involucional ocorre quando a pele fica mais flácida e os músculos perdem a força. Com isso, a chance do afastamento da margem das pálpebras é maior. Outro tipo é o paralítico, que ocorre quando há paralisia do nervo facial.

Como é o tratamento

O médico oftalmologista irá realizar uma avaliação completa do paciente para determinar a causa do ectrópio. Para melhorar os sintomas, podem ser prescritos lubrificadores com lágrimas artificiais, pomadas e outros produtos tópicos.

“Normalmente, a cirurgia é recomendada para melhorar a função da pálpebra e proteger o globo ocular, prevenindo assim complicações na córnea. Essa é a principal preocupação, pois o ectrópio não tratado pode levar ao desenvolvimento de lesões importantes nessa estrutura do olho”, afirma a médica.

Entretanto, nem todos os casos são cirúrgicos. Se a superfície ocular estiver protegida, por exemplo, a necessidade da cirurgia não é urgente.

É possível prevenir?

Nem todos os ectrópios podem ser prevenidos. Algumas dicas importantes:

  • Proteger os olhos da exposição solar, principalmente as pálpebras, usando óculos de sol com proteção UVA/UVB
  • Evitar ao máximo coçar os olhos
  • Proteger os olhos de produtos de limpeza que possam causar queimaduras
  • Ao escolher fazer uma blefaroplastia (cirurgia plástica nas pálpebras), optar por um profissional qualificado e especializado neste tipo de cirurgia

Danielle Menezes /Agência Health

2 – Prevenção da obesidade

Cardiologista do HCor alerta sobre os riscos cardíacos causados pelo excesso de gordura abdominal

A gordura abdominal compromete a saúde quando a medida da cintura nas mulheres ultrapassa os 88 cm, e nos homens 102 cm; Nesse caso é necessário ficar alerta e buscar a redução dessas medidas por meio de dieta e exercícios.

A obesidade abdominal é um dos marcadores de risco para doenças do coração. Existem dois tipos de gordura abdominal, a subcutânea, que se localiza a frente dos músculos abdominais, e a perivisceral, que se acumula entre as alças intestinais e órgãos internos como o fígado e intestino, sendo a mais perigosa.

O cardiologista e supervisor da Cardiologia Clínica do HCor (Hospital do Coração), dr. Ricardo Pavanello, explica os perigos da gordura abdominal e porque ela aumenta os riscos de doenças como a diabetes, por exemplo.

A gordura localizada no abdômen é considerada um importante fator de risco para doenças cardiovasculares, como o infarto e o AVC. Habitualmente encontra-se associada com níveis altos de triglicerídeos, baixos níveis do bom colesterol (HDL), resistência à ação da insulina e consequente elevação dos níveis do açúcar no sangue (diabetes).

“A gordura abdominal é responsável, também, por causar o aumento da gordura no fígado, e frequentemente está associada com hipertensão arterial e aumento da viscosidade do sangue”, explica dr. Pavanello.

O dr. Ricardo Pavanello reforça o alerta para a população quanto aos riscos de doenças cardiovasculares causados pelo acúmulo predominante de gordura na região abdominal. “A concentração de gordura no abdômen favorece a proliferação de células que produzem substâncias inflamatórias que se alojam nos vasos sanguíneos. As placas de gordura que se formam dificultam a passagem do sangue – o que pode causar infartos e derrames”, alerta o cardiologista.

O excesso de gorduras circulantes promove o espessamento das artérias, com formação de placas de gordura na parede das artérias e obstrução dos vasos. “As pessoas obesas ou com sobrepeso, mesmo sem nenhum problema metabólico aparente como diabetes, colesterol e pressão arterial elevados, podem ter um risco maior de morte prematura causada por problemas súbitos, quando comparados aos que estão dentro do peso ideal”, alerta o cardiologista.

Fique atento!

A medida da circunferência abdominal, feita com uma simples fita métrica, tem se mostrado uma boa ferramenta. Sedentarismo, fatores genéticos, glicemia alterada, altos níveis de triglicérides e de colesterol formam um conjunto de doenças que corresponde à síndrome metabólica. Quando associadas podem elevar as chances de mortalidade por causa cardiovascular em 2,5 vezes, sendo responsável por cerca de 17 milhões de óbitos por ano em todo o mundo. “É preciso conscientizar a população quanto aos riscos atribuídos a obesidade, e quais são os cuidados necessários para evitar que os índices de mortalidade continuem subindo”, alerta dr. Pavanello.

Dicas do cardiologista do HCor para o controle da obesidade: a alimentação saudável, associada à prática de exercícios físicos é fundamental para diminuir o sobrepeso e evitar a obesidade. Manter um controle nutricional adequado e praticar exercícios físicos regularmente são capazes de reduzir em até 58% o risco de desenvolver doenças cardiovasculares.

Confira algumas dicas:

  • Adote hábitos de vida mais saudáveis
  • Pratique atividade física com frequência (30 minutos de caminhada diária)
  • Dê preferência para os alimentos sem gordura trans e saturadas
  • Para medir corretamente o abdômen, posicione a fita métrica entre a borda inferior das costelas e a borda superior do quadril. Relaxe o abdômen e expire no momento de medir.

Rita Nogueira / Target

3 – Ocorrência de Trombose

HCor reduz ocorrência de trombose com novo projeto de avaliação de risco e prevenção.

Em um ano, o registro de ocorrência de trombose no pós-alta foi reduzido a menos de 1%; Anualmente há cerca de 10 milhões de novos casos de trombose no mundo e a cada 37 segundos uma pessoa morre em consequência do problema.

HCor reduz ocorrência de trombose com novo projeto de avaliação de risco e prevenção.

Em um ano, o registro de ocorrência de trombose no pós-alta foi reduzido a menos de 1%; Anualmente há cerca de 10 milhões de novos casos de trombose no mundo e a cada 37 segundos uma pessoa morre em consequência do problema.

Reduzir a ocorrência de tromboembolismo venoso (TEV) em pacientes internados e após a alta hospitalar, estimulando a prática de medidas preventivas eficazes, com diretrizes bem estabelecidas. Este é o objetivo do Projeto TEV Zero desenvolvido pelo HCor – Hospital do Coração. Implementado há um ano, o Projeto já apresenta resultados positivos: a ocorrência de eventos trombóticos em pacientes no pós-alta foi reduzida, registrando índices abaixo de 1%.

O Projeto, com base no Modelo de Melhorias do Institute of Healthcare Improvement (IHI), trabalha com uma abordagem prática com foco em três questões fundamentais: ‘O que estamos tentando realizar?’; ‘Como saberemos se uma mudança é uma melhoria?’; e ‘Quais mudanças podemos fazer que resultarão em melhoria?’. “Com estes dados, conseguimos determinar o risco potencial de o indivíduo desenvolver trombose, uma complicação frequente, que acomete um em cada cinco pacientes internados, e com taxas de mortalidade em torno de 15%”, explica a cardiologista Sabrina Bernardez Pereira, coordenadora de Protocolos Gerenciados do HCor. “Com medidas preventivas adequadas, é possível minimizar os riscos em 30% a 60% dos casos.”

Segundo a International Society on Thrombosis and Haemostasis (ISTH), anualmente, cerca de 10 milhões de novos casos de trombose são registrados no mundo, e a cada 37 segundos uma pessoa morre em consequência do problema. A hospitalização, de acordo com Dra. Sabrina, é um fator de risco significativo para o desenvolvimento de trombose. “Pacientes com mobilidade reduzida, devido ao repouso prolongado, ou com trauma vascular, em decorrência de cirurgias ou lesões graves, têm maior probabilidade de ter coágulos sanguíneos. Até 60% dos casos de TEV ocorrem durante a hospitalização ou dentro de 90 dias, no pós-alta”, diz.

Abordagem

O Projeto TEV Zero conta com uma equipe multiprofissional, composta por enfermeiros, fisioterapeutas, farmacêuticos e médicos, que são responsáveis pela aplicação da avaliação de risco e prevenção. A abordagem consiste na busca de combinações de fatores adquiridos ou hereditários capazes de aumentar as chances de desenvolver trombose. “Estas são questões prioritárias para a segurança do paciente. O objetivo é reunir informações sobre idade, histórico médico, medicamentoso e estilo de vida específicos”, salienta.

Pacientes acima dos 55 anos, que tenham sofrido fraturas, ataques cardíacos ou realizado procedimentos cirúrgicos, que tiveram ou estão em tratamento de câncer, obesos, fumantes, entre outros, são mais propensos a desenvolver trombose. A prevenção de TEV envolve desde a administração de medicamentos anticoagulantes até medidas mecânicas, como o uso de meias elásticas e a indicação de fisioterapia. “O nosso objetivo é evitar  a ocorrência de novos casos de TEV e promover melhorias no cuidado ao paciente, focando na evolução dele durante a hospitalização e no pós-alta”, conclui dra. Sabrina.

Dicas para evitar a trombose

Dra. Sabrina cita as principais medidas que podem ajudar a prevenir a trombose, levando em consideração os fatores de risco.

  • Pratique exercícios físicos regularmente;
  • Evite permanecer muito tempo sentado sem se movimentar;
  • Evite o consumo excessivo de bebidas alcóolicas, principalmente se associado ao cigarro e ao uso de anticoncepcionais;
  • Mantenha o peso;
  • Pacientes com história familiar devem ser orientados a usar meias de compressão;
  • Adote uma dieta equilibrada.

Acássia Paes/ Target

4 – Pneumologista do HCor dá dicas para adaptar o corpo ao horário de verão

O horário de verão pode provocar riscos à saúde, ressalta Dr. Pedro Genta; privação do sono pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares, como hipertensão e infarto agudo do miocárdio

Se acordar uma hora mais cedo é algo tranquilo para algumas pessoas, adiantar o relógio em uma hora é uma tarefa muito complicada para outras. Para quase 50% da população brasileira, o começo do horário de versão causa algum tipo de desconforto, entre eles a dificuldade de dormir e a consequente sonolência pela manhã. “A privação do sono pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares, como hipertensão e infarto, além de levar ao cansaço e à sonolência”, alerta o pneumologista Pedro Genta, responsável pelo Centro de Medicina do Sono HCor – Hospital do Coração.

Adotar uma rotina bem definida de horários para se deitar e se levantar são importantes para o relógio biológico se ajustar adequadamente.

O impacto de adiantar o relógio em uma hora é sentido, sobretudo, por levar à redução do tempo de sono. Crianças e idosos, por terem uma necessidade maior de sono, tendem a sentir mais os efeitos desta mudança de horário.

Confira algumas dicas do dr. Pedro Genta que podem ajudar na adaptação.

  • Evite cochilos durante o dia, pois pode dificultar o sono na noite seguinte;
  • Procure manter a rotina de horários de dormir e de acordar;
  • Evite café, chá ou bebidas cafeinadas, sobretudo após o meio da tarde;
  • Diminua suas atividades próximo ao horário de dormi;
  • Faça refeições leves e saudáveis no jantar.

Sobre o Centro de Medicina do Sono HCor

Pioneiro na integração entre diagnóstico e tratamentos de distúrbios do sono, o Centro de Medicina do Sono HCor conta com uma equipe multidisciplinar formada por especialistas em medicina do sono, pneumologistas, endocrinologistas, otorrinolaringologistas, neurologistas, dentistas, fonoaudiólogos, fisioterapeutas e psicólogos preparados para oferecer o que há de mais avançado em técnicas terapêuticas para diversas patologias.

Acássia Paes/ Target

5 – HCor alerta para a importância do diagnóstico precoce de Alzheimer

O comprometimento da memória e de outras funções cognitivas são alguns dos sintomas iniciais da doença, que avança junto ao envelhecimento da população no país; diagnóstico precoce permite que cuidados em saúde sejam implementados a fim de preservar a qualidade de vida dos pacientes

Estima-se que, atualmente, cerca de 1,2 milhão de brasileiros sofram com a Doença de Alzheimer, um dos problemas neurológicos mais comuns entre a população idosa, e uma das principais causas de demência – doença que atinge 47 milhões de pessoas, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Com acompanhamento médico e equipe multidisciplinar, é possível priorizar a qualidade de vida de pacientes e cuidadores. A condição causa a morte gradual dos neurônios, provocando a perda de memória e de outras funções cognitivas, como capacidade de organização, orientação de tempo e espaço, entre outras.

Em 2017, no Dia Mundial da Conscientização sobre a Doença de Alzheimer, o tema “Lembre-se de mim” dará o norte das ações que visam alertar a população para a importância da detecção precoce da doença.

“O diagnóstico da demência de Alzheimer, em geral, é tardio, o que impossibilita que pacientes e cuidadores se beneficiem de tratamentos implementados por médicos e equipe multidisciplinar, que priorizam a qualidade de vida dos portadores e de seus familiares”, diz Pedro Rosa, psiquiatra do HCor – Hospital do Coração.

Para disseminar mais conhecimento sobre a doença, o médico destaca as particularidades e os desafios da doença.

Longevidade: a expectativa de vida explica o aumento exponencial da doença, uma vez que o envelhecimento é o principal fator de risco para a destruição de células cerebrais que garantem o funcionamento cognitivo. Estima-se que até 2030 cerca de 75 milhões de pessoas serão afetadas pela doença, quantidade que deve pular para 132 milhões em 2050.

Ih, esqueci: a perda progressiva da memória é o sintoma mais frequentemente inicial desse declínio cognitivo que acomete, sobretudo, os idosos e se agrava com o tempo, prejudicando as atividades do dia a dia. Dificuldades para se comunicar, de raciocínio, alterações de humor, como depressão, e de comportamento, como agitação e agressividade, além de distúrbios de sono, capacidade de juízo e de crítica comprometidas são outros sintomas comuns.

É possível diagnosticar, sim: diante de alguma suspeita, é importante consultar um médico para tirar dúvidas e realizar exames. “O diagnóstico exige uma extensa investigação por meio de avaliações clínicas, testes de sangue e de imagens, como ressonância magnética ou tomografia”, explica o psiquiatra do HCor. Em alguns casos, são solicitados exames mais específicos, como o PET – neuroimagem funcional e de neuropsicológico, capazes de mostrar o funcionamento do sistema nervoso central e das funções cognitivas individualmente.

Controle dos sintomas: atualmente não há tratamentos capazes de alterar o curso natural da Doença de Alzheimer, ainda que uma série de fármacos esteja em fase de desenvolvimento. Entretanto, há medicações disponíveis para atenuar os sintomas da doença. Além disso, a reabilitação neuropsicológica – tratamento realizado por uma equipe de profissionais de saúde -, envolve o treinamento das habilidades cognitivas prejudicadas com exercícios de associações verbais, tarefas de memorização, de linguagem e de planejamento. “A reabilitação atrelada ao tratamento medicamentoso específico e a exercícios físicos, além de cuidados oferecidos aos cuidadores, melhora significativamente a qualidade de vida do paciente”, ressalta dr. Rosa.

Mexa o corpo: a prática de atividade física regular, a manutenção de atividades mentais e de relacionamentos interpessoais, são muito importantes para envelhecer com saúde.

Controlar a hipertensão, o diabetes, o colesterol e evitar o cigarro e outras drogas são medidas preventivas essenciais.

“Esses aspectos são importantes, pois há uma grande relação entre a saúde cardíaca, a metabólica e a saúde do sistema nervoso central. Para um envelhecimento mental saudável, a saúde física tem que estar em ordem”, orienta dr. Rosa.

Acássia Paes/ Target

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